Data 06-09-2010 22:30 | Tóopico: Meio-Ambiente

Pranchas de surf são feitas de agave e não poluem

Feitas de maneira artesanal, produtos duram mais tempo que pranchas convencionais. As pranchas com madeira de agave são mais sustentáveis e duram mais tempo.

Para quem quer aliar o surf e a sustentabilidade, já existem no mercado modelos de pranchas completamente sustentáveis. É o caso das pranchas da Agave Hunter, feitas com madeira de agave reaproveitadas.

As pranchas normais liberam várias substâncias tóxicas, tanto no processo de produção como no descarte do produto.


Foto: Agave Hunters

http://www.agavehunter.com.br/

A inciativa foi do oceanógrafo e surfista Marcelo Ulysséa com a engenheira ambiental Marcella Silvestro. Após entrar em contato com a técnica nos EUA, Marcelo voltou para Santa Catarina e começou a fabricar algumas peças. Como a agave é uma matéria-prima disponível, apresentaram um projeto e foram contemplados com uma bolsa de apoio à pesquisa, o que permitiu que a fábrica fosse aberta.

Voltar no tempo e sentir as mesmas sensações dos pioneiros do surf, que encaravam as ondas utilizando pranchas de madeira.

Com o objetivo de diminuir os passivos ambientais, as pranchas da Agave Hunter Wood Blanks utilizam tecnologia atual, oferecem os mesmos atrativos das pranchas convencionais como peso reduzido, performance e manobrabilidade, além de proporcionar satisfação, prazer e o aumento da consciência ecológica através da prática do "esporte sustentável".

No final do seu ciclo de vida, a Agave, planta comum na América, solta um pendão floral com sementes. Depois, a planta seca até morrer. Essa madeira é então retirada e usada nas pranchas.

Como a madeira já está morta, não há desmatamento no processo. Depois de ser secado e prensado, o material passa por um processo para receber o formato da prancha. Por fim, é passado uma resina para que o material fique impermeável. A Agave Hunter já está testando inclusive resinas naturais, como as de mamona.

Para o esporte, a performace do produto se equipara às normais.

“É igual às das pranchas convencionais, apesar do peso da madeira ser um pouco maior que o do poliuretano, mas a madeira tem maior flutuação, contrabalançando assim a questão do peso”, comenta Marcella.

A durabilidade das peças é maior que as normais. As de resina duram em média dois anos, enquanto as de madeira chegam a durar 10 anos. Os preços podem variar entre R$ 1500 e R$ 3500. 


Fabricação

A técnica do shape e da laminação é praticamente a mesma que de uma prancha convencional, apenas deve-se tomar alguns cuidados na impermeabilização do bloco na primeira camada da laminação.

Todos os blocos saem da fábrica acompanhados de um manual de orientações, esclarecendo todas as dúvidas que venham a surgir com relação à finalização das pranchas.

Tanto o processo de fabricação quanto o produto foram patenteados, garantindo à Agave Hunter Ecoblocos todos os direitos de fabricação e comercialização dos produtos.
 

Parafina

A parafina, utilizada para deixar a prancha menos lisa, é um derivado do petróleo. Já existem no mercado outras alternativas, como produtos feitos à base de mel.

Outros acessórios, como decks e cordinhas, já podem ser encontrados em materiais reciclados também.

Fontes:

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Este artigo veio de Federação Catarinense de Especialistas e Escolas de Surf e Stand Up Paddle
http://www.escolasdesurf.org.br

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http://www.escolasdesurf.org.br/modules/news/article.php?storyid=127