RSS

Surf-Educação : Instituto Adaptação E Surf no "Esporte Espetacular"
Enviado por diretoria em 01/09/2010 22:00:00 (102 leituras)
Surf-Educação

Instituto Adaptação E Surf

Veja a reportagem transmitida pelo programa da Rede Globo de Televisão, Esporte Espetacular, no dia 29 de agosto de 2010, a respeito do projeto de ensino de surf a deficientes pela ONG Adapt Surf, no Rio de janeiro! Uma bela demonstração de superação, força e coragem dos guerreiros do mar!


ONG ADAPTSURF
Associação Sem Fins Lucrativos
Inclusão e Integração Social das Pessoas com Deficiência
www.adaptsurf.org.br

As "Escolas de Surf" são um exemplo claro e prático de organização sustentável. Dentro dos principais pilares da sustentabilidade:
  • Ecologicamente correto na atuação junto aos turistas e banhistas para manter a praia e os oceanos limpos;
  • Economicamente viável, pois proporciona uma renda para atletas em épocas que não estão competindo e permite parcerias locais;
  • Socialmente justo, pois a maioria das escolas tem projetos de inclusão social e iniciação ao esporte de forma lúdica ou profissional;
  • Culturalmente aceito, porque no surfe não existe discriminação de qualquer tipo e atinge todas as idades, além de ser atividade terapeutica no tratamento de fobias e coordenação motora.
Veja mais:

Observação: Este vídeo foi encontrado no Youtube. Caso a emissora considere violação direitos autorais, nos comunique de sua insatisfação, que imediatamente retiramos do site.

Classificação: 10.00 (2 votos) - Classifique esta notícia - Comentários?
Surf-Educação : 3 surfistas e um professor mostram em detalhe o que acontece no corpo quando pegamos onda
Enviado por diretoria em 20/03/2010 23:20:17 (407 leituras)
Surf-Educação

icone postado
09.12.2009 | Texto por Bruno Torturra Nogueira Fotos Guilherme Odri
Já investigamos muito o surf como esporte, lifestyle, cultura... Mas ainda sabemos pouco do que o surf é como exercício. Munidos de um relógio cheio de recursos, um medidor de lactato e um professor de educação física de primeira, levamos três surfistas ao mar para entender melhor o que acontece no corpo quando pegamos onda

Aleko Stergiou

Qualquer caboclo sedentário, em qualquer academia de meia-tigela, hoje em dia consegue, em questão de minutos, descobrir minúcias sobre como seu corpo se comporta durante exercícios. São eletrodos, sensores de diversas ordens e funções, testes respiratórios e bioquímicos... uma longa lista de avaliações em tempo real que mapeiam com precisão literalmente clínica o que cada esporte do planeta representa no corpo humano. Acontece que plugar um atleta em terra firme é mole. Em piscinas, equipamentos especiais também processam testes sutis com nadadores. Mas, até onde sabemos, não existem estudos muito sofisticados sobre as consequências fisiológicas de uma sessão de surf. Achamos uma boa ideia mudar um pouco essa situação.

Convidamos Carlos Cintra, especialista em fisiologia do exercício e professor de pós-graduação da Universidade Gama Filho (também presente nesta edição, com o relato de sua busca pela forma perdida), para testar três surfistas de biotipos parecidos e níveis diferentes de envolvimento com o esporte. Foram sessões realizadas na praia de São Pedro (litoral sul de São Paulo), no mesmo dia, uma hora para cada um. O primeiro surfista a entrar na água foi David do Carmo, 25 anos, santista e surfista profissional. Ele é nosso “heavy user”, o que mais compete e pega pesado. Em tese o mais bem condicionado. Em seguida caiu Igor Morais, 24 anos, de Maresias, um free surfer profissional, patrocinado para surfar, mas sem a necessidade de competir. Depois, um surfista amador, o agrônomo Léo Manzini, que costuma pegar ondas duas vezes por semana.

SESSÃO PUXADA
Para medir o nível de esforço, o gasto de energia e que tipo de impacto o esforço de uma hora de surf causa em cada um, vamos medir a distância que percorreram, os batimentos cardíacos, a velocidade média e o nível de lactato no sangue antes e depois das séries. Lactato é uma substância que as fibras musculares produzem em maior quantidade quando fazemos uma contração muscular mais potente – por exemplo, quando o surfista dá uma batida forte com a prancha.

Imagem: Aleko Stergiou

Carlos Cintra tira uma gota de sangue da orelha de Igor Morais e depois este vai para o mar

Carlos Cintra tira uma gota de sangue da orelha de Igor Morais e depois este vai para o mar

Carlos Cintra vai cruzar os dados de dois instrumentos para chegar a uma série de conclusões. Um deles é o Garmin Forerunner 305, um novo e sofisticado modelo de relógio que, além da hora, marca e grava batimentos cardíacos e determina com precisão a distância percorrida e a velocidade média através de um sistema de GPS. O outro é o lactímetro, medidor de lactato, que analisa gotas de sangue tiradas imediatamente antes e depois das sessões.

É evidente que um monitoramento mais sofisticado como os feitos em academias seria impossível. Computadores, eletrodos e a maioria dos instrumentos necessários ainda não estão disponíveis em versões à prova d’água. Mas perto do quase nada de estudos que temos depois de décadas de surf como esporte popular... é muito. “Vai ser bacana. Fazem isso com jogador de futebol e eu sempre tive curiosidade de ver isso no surf”, dizia Igor, atleta profissional que nunca soube como o surf é lido pelo seu corpo. David tinha outras expectativas: “Quero me conhecer mais, ver o que é necessário pra ter melhor desempenho”.

Cintra abriu seu laptop no porta-malas do carro e começou a colher alguns dados dos três. Altura, peso e frequência de treino. Em seguida, gotas de sangue e seus níveis normais de lactato. Tudo certo? Quase. O mar estava bem fraco. Ondas de meio metro, no máximo. Fator a ser considerado na interpretação dos dados recolhidos. Três horas depois, os números basicamente revelaram o quão puxada foi a sessão de surf para nossas cobaias flutuantes. E uma série de informações que revelam muito do que é o surf como atividade física.

A partir dos dados obtidos no teste, Cintra chegou às seguintes conclusões:

• Devido à grande variação de volume de treinamento que diferentes surfistas podem ter na mesma sessão, o gasto energético também pode apresentar grandes variações. Surfistas sentados na prancha no outside podem ter um gasto energético de 100 a 200 kcal em 60 min. No caso dos surfistas avaliados, o consumo de calorias foi de 808 kcal (David do Carmo), 730 kcal (Igor Morais) e 682 kcal (Léo Manzini). Para efeito de comparação, Cintra projetou o gasto calórico dos três em outras atividades. David consumiria em torno de 404 kcal em uma caminhada intensa, 1024 kcal em uma corrida muito rápida e 359 kcal em um treino de natação.

Aleko Stergiou

• Quando um surfista “de fim de semana” entra no mar de meio metro para fazer uma sessão de 60 min de surf, ele deve estar preparado para surfar pelo menos 4.000 m. Desse total, 7%, ou 280 m, serão surfados em onda e o restante 93%, ou 3.720 m, será remado. Isso revela como o surf pode ser um esporte “ingrato”. Como nas remadas há um esforço excessivo da coluna em hiperextensão, muitos surfistas apresentam problemas na região lombar e cervical. A melhor recomendação é que o surfista faça uma série de abdominais na areia depois da sessão com o objetivo de compensar o desgaste.

• Apesar de “ingrato”, o surf é um esporte completo. Trabalha força (necessária na hora de subir entrar na onda e desenvolver velocidade) e aumenta a capacidade de movimentação do corpo. A dinâmica da onda obriga a movimentos sutis e complexos, para que o corpo permaneça estável. O exercício desenvolve a propriocepção, que aumenta o gasto de energia no exercício e a qualidade dos reflexos.

Agradecimento: Roche

COMO FOI CADA UM

1 – David do Carmo – Sem dúvida o mais bem condicionado dos três. Acostumado com sessões muito mais longas, de até 210 min, e mais puxadas do que a média, seu organismo tirou de letra. O volume surfado e remado foi consideravelmente maior do que o dos outros dois. Isso se deve claramente à maior eficiência de seus movimentos. Seja pela técnica, que faz cada gesto do surfista render mais, seja pelo volume de treino que condiciona seus músculos a fazer os exercícios com muito menos gasto de oxigênio.

2 – Igor Morais – Free surfer que é, tem um surf mais calmo e seletivo. Gosta de ficar mais parado esperando a série no outside, escolhe melhor a onda. Mas, pelos resultados depois dos momentos de esforço, ele se beneficiaria com treinos mais puxados, que melhorassem sua resistência. Tanto que seus batimentos cardíacos ficaram na mesma média de Leonardo, e ele teve o maior pico de batimentos entre os três.

3 – Leonardo Monzani – Pegou uma condição de mar nada boa, mas seu treino foi forte. Sempre parece estar buscando diferentes posicionamentos para entrar em diferentes ondas, sem parar 1 min sequer. As mesmas características de David do Carmo, só que peca pela falta de volume de treino, por isso seu corpo sente mais, e o esforço se evidencia em todos os testes feitos.

Deslocamento na água

Treinador de pulso

Imagem: Aleko Stergiou

Igor Morais e o relógio laboratório

Igor Morais e o relógio laboratório

Na avaliação dos surfistas utilizamos o relógio Garmin Forerunner 305 (R$ 1.265), com medidor de velocidade, distância percorrida por GPS e batimentos cardíacos – dados que podem ser transferidos facilmente a qualquer computador. O fabricante não recomenda a utilização do relógio no mar. Apresenta o modelo apenas como resistente à água. Carlos Cintra, que já havia utilizado o dito-cujo na piscina, arriscou seu brinquedinho e o levou à sessão. Funcionou, e o relógio não apresentou defeito algum nos dias seguintes. O fabricante, no entanto, oferece o Garmin Forerunner 310 (R$ 1.560), esse sim à prova d’água oficialmente. Mas que não inclui o medidor de frequência cardíaca, que não tem garantia de total eficiência em contato com a água. Quer um deles?

Fonte: http://revistatrip.uol.com.br/revista/184/reportagens/surf-20.html

Classificação: 0.00 (0 votos) - Classifique esta notícia - Comentários?
Surf-Educação : O CONCEITO DE MÍDIA-EDUCAÇÃO EM UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA COM O SURF
 Enviado por diretoria em 30/11/2009 22:30:00 (761 leituras)
Surf-Educação

Giorgia Enae Martins
Bolsista PET- Educação Física/UFSC
Aluna da Graduação em Educação Física – Licenciatura/UFSC

Resumo: Entendendo o espaço escolar atual, enquanto carente de novas propostas educativas, e ainda levando em conta a influência sobre a sociedade das tecnologias de informação e comunicação, as mídias, este trabalho propõe a utilização do conceito mídiaeducação aliado ao conteúdo do Surf na Educação Física Escolar.

Palavras-chave: Mídia-educação, Surf, Educação Física Escolar.

A infância e a adolescência têm fundamental importância para o desenvolvimento do ser humano, pois é nestas fases que o sujeito passa pela maioria dos processos orgânicos, psicológicos e sociais. Neste período ela se depara com situações até então nunca vividas, de modificação corporal, amadurecimento psicológico, e principalmente, de posicionamento frente à sociedade, e parte significativa dessas “trans-formações” se dão no ambiente escolar.

A escola representa uma instância da sociedade incumbida de funções educativas, sociais, formativas, entre outras, a serem cumpridas dentro de determinadas regras, diretrizes e combinados, no intuito de garantir o desenvolvimento e a formação humana por meio de vivências e experiências que permeiam o processo ensino-aprendizagem. Para Michels (2006) o ensino sistematizado e a transmissão de valores, são ações educativas compreendidas pela escola de maneira integrada, que por assumir o papel de agente transformador da sociedade, é produto e produtora de relações sociais.

No entanto as propostas de ensino, as concepções pedagógicas e o currículo não são construídos conforme os anseios e os objetivos dos alunos juntamente com o corpo docente comprometido com a educação. A estrutura de ensino escolar atual é determinada por uma realidade política e quantitativa, em busca do aumento de estatísticas, sem o devido cuidado com a qualidade do ensino e com aqueles que vivenciam o espaço escolar. Padilha (2001) propõe uma forma de organização escolar onde o planejamento, não mais, funcione como argumento administrativo e burocrático somente, mas como forma de estabelecer diretrizes norteadoras da educação.

O ensino deve ser socializado por todos os agentes da escola comunicando-se e utilizando diversas formas de comunicação, pois estas interagem e integram os indivíduos que a constroem. Independentemente do meio que se utilizem para transmitir informação e conhecimento, as relações sociais ficam implícitas neste processo. Grande parte destes mecanismos de transmissão de informações encaixa-se na categoria midiática. Na sociedade,
esta é utilizada, em sua maioria, como forma de transmissão de informações em massa, com objetivos condizentes com a lógica mercadológica e individualista vigente nos dias atuais. Na escola, local onde os meios de comunicação poderiam/deveriam ser utilizados de forma re-significada, as mídias são simplesmente consumidas, com pouca ou nenhuma contextualização. Esta relação simplista com os meios de comunicação e acesso a informação reduzem as mídias à somente suas funcionalidades e não como elemento educativo. Para que a escola promova essa articulação, deve buscar alternativas de produção de conhecimento e de socialização, utilizando meios e linguagens inovadoras, com embasamento, interesse e responsabilidade.

A linguagem oral reproduz a construção do pensamento de forma simplificada, e facilmente conturbada por mecanismos de violência, desrespeito e até de submissão. Portanto uma proposta que una categorias midiáticas diversas a conteúdos escolares, incentivada pelo conceito de Mídia-educação, em que o aluno participe desde a organização e construção até o resultado final do ensino, utilizando a mídia como veículo mediador e objeto da prática, caracteriza um ensino complexo, rico e que busca o desenvolvimento do aluno/ser humano de forma integral e atual.

Mais especificamente nas aulas de Educação Física, os conteúdos devem condizer com a realidade da cultura corporal presente naquela comunidade ou localidade, já que as especificidades dos indivíduos diferenciam-se de acordo com as características ambientais em que estes se constituíram. Um ótimo conteúdo para se trabalhar nas aulas de Educação Física em escolas de cidades litorâneas, é o surf, por ser uma realidade presente no dia-a-dia do indivíduo residente em proximidades de praias. Mas o professor deve se perguntar: Como ensinar o surf dentro da escola? Este desafio pode estimular a criatividade do professor, assim como o interesse dos alunos pelo novo, de forma a incitar novas ferramentas metodológicas de ensino que se agreguem a formação humana, e é aí que entra o conceito de Mídia-Educação em uma proposta pedagógica com o conteúdo do surf nas aulas de Educação Física.

“Estamos sendo educados por imagens e sons e muitos outros meios provindos da cultura das mídias, o que torna os audiovisuais um dos protagonistas dos processos culturais e educativos, e a escola precisa redimensionar tais potencialidades”. (Fantin, 2006)

O objetivo desse estudo é buscar no conceito Mídia-educação ferramentas de se trabalhar o surf na escola, de forma a aumentar a bagagem de conteúdos a serem trabalhados nas aulas de Educação Física. Reconhecendo a mídia como elemento presente na atualidade, esse trabalho propõe a utilização e estudo das características midiáticas em meio ao conteúdo do Surf nas aulas de Educação Física na escola.

Ver todo o conteúdo...
Surf e Educação

Classificação: 0.00 (0 votos) - Classifique esta notícia - Comentários?